A luz azul, uma frequência de onda a evitar

2 Janeiro, 2020 Marisol Coelho

A luz azul, uma frequência de onda a evitar

Hoje em dia estamos cada vez mais expostos à luz azul: através de ecrãs, com uma  utilização em número de horas  elevado, as lâmpadas LED que substituiram as lâmpadas incandescentes.

No entanto estudos demonstram o prejuízo e a toxicidade destes comprimentos de ondas. Agem de facto na síntese da melatonina indispensável para o sono e a retina, podendo favorecer a DMLA.

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Luz azul e melatonina

A luz azul emitida pelos ecrãs de televisão, tablettes e telemóveis é mais energética do que a luz branca. Usada ocasionalmente à noite, diminui e impede a produção de melatonina. Usada de forma crónica, pode mudar o ritmo endógeno. Os resultados de um estudo Universitário demonstram que os estudantes que utilizam um tablete 2 horas seguidas à noite produzem entre 3 e 6 vezes menos melatonina.O adormecer é pois mais difícil e o ritmo circadiano fica perturbado.

Estes distúrbios são visíveis em muitos  adolescentes para quem o tempo de sono fica reduzido. Esta dívida do sono tem consequências imediatas no decorrer do dia (sonolência, fadiga, distúrbios do humor, fraco desempenho cognitivo, procura de estimulantes…) mas também na saúde futura (perigo de obesidade, de diabetes de tipo 2…).

Limitar os efeitos desta nova ameaça sanitária

É possível com novas medidas e um pouco de pedagogia :

  • Reduzir a intensidade luminosa dos aparelhas à noite;
  • Utilizar pequenos ecrãs em vez dos grandes;
  • Utilizar filtros por cima de cada ecrã para bloquear a luz azul;
  • Descarregar uma aplicação que permita mudar a cor azul do ecrã para um laranja ao longo do dia, a fim de reproduzir a cor do céu e não perturbar o relógio biológico.

 Luz azul e saúde ocular

Desta vez são as lâmpadas LED as culpadas. A sua utilização foi generalizada pela Comissão Europeia em 2005 impondo o abandono das lâmpadas incadescentes, grandes consumidoras de energia, e substituidos pelas LED, mais económicas. Criam uma luz branca combinando as luzes azul e amarela.

olhoUma equipa do INSERM estudou a sua toxicidade ocular. « Através das nossas observações demonstramos que a luz emitida pelas LED provocam dois fenómenos tóxicos paralelos: a apoptose, mas também uma segunda forma de morte celular, a necrose. Com a necrose, a célula danifica as suas vizinhas. Isto explica o porquê da toxicidade da luz azul que é superior a qualquer outra onda. » Dá que pensar na sua utilização a longo prazo. Os pesquisadores concluiram,  que há de facto, uma comparação com os efeitos maléficos do UV solares: « as nossas células possuem mecanismos de reparação que permitem corrigir em parte as lesões induzidas pelas LED. Mas temos um capacidade para a luz, como a nossa pele tem uma capacidade para o sol. Será que as lâmpadas domésticas favorecem o seu esgotamento precoce e assim a evolução para a degenerescência macular relacionada com a idade (DMLA) ».

A questão sobre a  sua adaptação (reduzir a luz azul) coloca-se… e com urgência.

Por enquanto, aconselhar a utilização de LED « branco quente » em vez de « branco frio » e desaconselhar os LEF azuis. Não se aproximar destas fontes luminosas e não utilizar como luz de cabeceira nem como luz de presença.

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Doreen Virtue

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